...por Manuel Queiroz
Hoje comemora-se mais uma vez o 25 de Abril. É o 25 de Abril mais triste destes 37 anos - em 1975, nos tempos do PREC (Processo Revolucionário Em Curso, para os mais novos), havia pelo menos a alegria das ideologias, das lutas, de defender alguma coisa, dos patuscos Vasco Gonçalves e Otelo que sabíamos (quase) todos que não queríamos. E já tinham sido nacionalizadas a banca e outras grandes empresas, na aliança Povo-MFA. Era o delírio.
O 25 de Abril que hoje se comemora tem um passado, mas o futuro não é nada claro.
Os três D da Revolução - Descolonizar, Democratizar e Desenvolver - foram concretizados, porque este não é o mesmo país de 24 de Abril de 1974. Descolonizar foi um acto, que não tem retorno e que se fez; democratizar correspondeu a uma entrada na então Comunidade Europeia, que envolveu e estabilizou rapidamente o regime a meio da década de 80; Desenvolver é um processo que não tem fim e que, em 2011, apanha esta comemoração num momento de paragem, de ser preciso entregar a outros parte da soberania porque temos de pagar as dívidas e encontrar um outro caminho, que passa inevitavelmente por andarmos um pouco - ou muito, já veremos - para trás.
Se em 14 de Março de 1975 o governo de Vasco Gonçalves e de comunistas e seus compagnons de route nacionalizou a banca, hoje os bancos voltam a estar no centro da controvérsia, em Portugal mas não só. Alguma esquerda até se sente apoiada a pedir outra vez a nacionalização, porque o mundo deu uma volta completa.
O Estado parece a muitos como o único capaz de nos dar conforto, mas na verdade a via para o desenvolvimento passa pouco pelo Estado e muito pelas pessoas e pela sua vontade. E neste momento o objectivo nacional tem de ser o de tudo fazer para nos podermos governar a nós próprios outra vez o mais rapidamente possível, sem termos de aceitar que outros andem por cá a dizer o que devemos fazer. Esse parece-me o único objectivo consensual e com sentido para os próximos anos, o único que parece ter um valor nacional, sendo certo que não podemos passar sem a ajuda externa. Não é demonizar o FMI, é apenas ter consciência de que o país precisa de ter ideias que ajudem as pessoas e ter um futuro. E três intervenções em pouco mais de 30 anos não é um bom registo, pelo menos em relação à forma como o país se governa. Porque a crise é do euro, mas os erros são sempre nossos, ou pelo menos dependeram de nós e da nossa vontade, individual e colectiva. Pelos vistos, pelas vezes que o INE já teve de rever o défice, havia muita despesa que não estava escondida, mas também não estava contabilizada como devia...
Esta segunda década do século XXI é decisiva para a União Europeia. Portugal é uma pequena parte da UE e, neste momento, é um problema maior do que o seu tamanho justifica. Por mim, espero dos dirigentes do meu país que os sacrifícios a que vamos ser obrigados nos tornem um país mais europeu, e não menos.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
domingo, 27 de março de 2011
Como construir um castelo medieval
1. Recorta as diferentes peças pelas linhas exteriores.
2. Cola a base e as peças numa cartolina.
3. Dobra-as pelas linhas tracejadas depois de as vincares ligeiramente, com a ajuda de uma régua.
4. Monta em primeira lugar as torres 1 a 6 e cola-as na base.
5. Em seguida monta as casas e cola-as à base.
6. Cola as muralhas A1 e 5 às torres.
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Viva a Liberdade!
A Revolução dos Cravos é o nome dado ao golpe de Estado militar que derrubou, sem derramamento de sangue e sem grande resistência das forças leais ao governo, o regime ditatorial herdado de Oliveira Salazar e aos acontecimentos históricos, políticos e sociais que se lhe seguiram, até à aprovação da Constituição Portuguesa, em Abril de 1976.O regime que vigorava em Portugal desde 1933 cedia, de um dia para o outro, à revolta das forças armadas, lideradas por jovens oficiais. O levantamento, usualmente conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido em 1974 por oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial.[2] Os oficiais de baixa patente, os oficiais milicianos. estudantes recrutados, muitos deles universitários, vendo suas carreiras interrompidas, cedo aderiam.
É consensual ter trazido essa revolução, conduzida por esses jovens, a liberdade ao povo português, oprimido durante décadas [3]
Denomina-se "Dia da Liberdade" o feriado nacional instituído em Portugal para comemorar a revolução iniciada no dia 25 de Abril de 1974.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Marc Block
Se eu fosse um antiquário gostaria de coisas velhas, mas sou um historiador...por isso amo a vida!
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